Gravidez após 50 anos: 1% é a chance de a mulher engravidar naturalmente

Não há nada mais que impeça as mulheres de engravidar após os 50 anos de idade. Segundo a resolução  Resolução nº 2.121/15, aquelas que desejarem tornar-se mãe nessa faixa etária podem fazê-lo desde que, junto com seu médico, assumam os riscos de uma gravidez tardia. “A mulher que engravida com mais de 50 anos tem maior risco de desenvolver diabetes gestacional, hipertensão e ter um parto prematuro”, explica o médico ginecologista da clínica Fecondare, especializado em reprodução humana assistida, Dr. Jean Louis Maillard (CRM-SC 9987, CRM-RS 13107 e RQE 5605).

Justamente para preservar a saúde das mulheres e dos bebês, o CFM determinava que as mulheres deveriam engravidar, no máximo, até os 50 anos pelas técnicas de reprodução  assistida. Mas, por entender que é ela, junto com o médico que a assiste, quem deve decidir sobre a gravidez, o Conselho modificou as normas.

O que a mulher que quer engravidar após os 50 anos precisa fazer

Assim, a mulher que deseja engravidar mesmo estando acima dos 50 anos precisa, apenas, ter as condições clínicas ideais para gestar. “Não estar acima do peso, não ter doença como hipertensão ou diabetes, ou qualquer outra doença associada e passar pela avaliação médica”, enumera o especialista.

O recomendado pelo Dr. Jean é que a mulher avalie seu estado geral de saúde com um geriatra ou cardiologista antes de se submeter a uma fertilização in vitro, por exemplo, para ter certeza de que o organismo está preparado para a gestação. Também orienta a mulher a consultar um obstetra previamente para garantir a assistência no pré-natal, durante o parto e após o nascimento do bebê, caso o procedimento resulte em gravidez.

Chance de a gravidez ocorrer naturalmente é menos de 1%

“Essa gestação não acontece com o óvulo da própria mulher”, reforça o especialista em reprodução humana assistida. Para tornar-se mãe, a mulher com mais de 50 anos precisa aguardar o tempo necessário até encontrar uma doadora de óvulos compatível. “Alguém que tenha pelo menos o mesmo tipo sanguíneo dela ou do parceiro”, explica o médico. Há também um cuidado para que as características físicas sejam parecidas, por exemplo, a cor do cabelo, dos olhos, da pele e a estatura.

A chance de a mulher engravidar com o próprio óvulo é menor que 1%, conforme o Dr. Jean Louis Maillard. “Bem pouco provável”, reforça. E a taxa de abortamento é alta. Chega a 60% na mulher acima dos 45 anos. Por isso o especialista recomenda às pacientes que se submetem à fertilização in vitro, com seus próprios óvulos, a avaliação genética do embrião antes dele ser implantado. “É imprescindível para ter resultado e qualidade”, destaca. De acordo com ele, a chance de ocorrer um aborto é menor com o implante de embriões saudáveis. E a probabilidade de a fertilização resultar em gravidez é de 1% a 2% quando a mulher possui mais de 45 anos.

Aos 50 anos as mulheres não menstruam mais ou menstruam de forma irregular. Por isso, precisam de suplementação hormonal preparar o útero para gestar. A medicação é mantida somente no início da gravidez. Depois, a placenta assume a produção necessária para desenvolver o bebê.

O consenso médico é de que as mulheres que desejam ser mães pelo processo natural de concepção o façam até os 35 anos de idade. Depois disso, inicia o processo de envelhecimento de todo o organismo, inclusive dos óvulos, que já não detém a mesma capacidade reprodutiva. A não ser que sejam coletados e criopreservados. “A criopreservação é eterna”, lembra o  médico ginecologista, Dr. Jean Louis Maillard, especializado em reprodução humana assistida. “É até melhor a mulher congelar os próprios óvulos para não precisar ficar esperando por uma doação, no caso de uma gravidez tardia”.

Colaboração: Fecondare 

Compartilhe com seus amigos!